Agora percebo quando se diz que o nascimento de um filho é o momento mais importante da vida. Quando o João nasceu e chorou, eu chorei também, e já estava a chorar pela emoção antecipada de dali em diante ser mãe, para sempre.
O parto não foi nada como queria. Provocaram-me o parto mas não me deixaram mexer porque o CTG dava erros. Por isso, as contracções foram dolorosas e, quando chegou o anestesista, foi uma bênção. A médica, muito antipática, contrariando a sorte que tinha tido em todos os outros momentos médicos, optou pela cesariana e não pude, por isso, partilhar com os biliões de outras mulheres que já tiveram filhos de parto natural. Fiquei triste porque afinal de contas era um dos meus maiores desejos, ter um parto natural. Mas foi bonito na mesma. O anestesista e as enfermeiras foram muito simpáticos, mesmo às 6:00h da manhã, e quando o João chorou, e disseram depois o peso e o comprimento, só chorei de alegria e não conseguia suster as lágrimas. Quando o pai pôde finalmente vê-lo, soltou um som de alegria e emoção que nunca vou esquecer, e esse momento foi ainda mais feliz do que o do nascimento, um amor pleno.
Passada meia hora já estava a dar de mamar e depois ao longo dos dias de repouso no hospital aprendi com outra enfermeira as técnicas, truques e métodos para ultrapassar os primeiros tempos - difíceis - de amamentação. À noite, ficava a olhar para ele, lindo, mas mesmo lindo!
Estou feliz por me ter dedicado à gravidez, ter feito por que passasse esse período de forma calma, saudável, com energia.
Uma gravidez saudável é tão ou mais importante do que um parto natural.
Agora sou mãe, sou "crescida" e posso de novo brincar.
mesmo depois dos 35 muitas vezes digo sobre sonhos que tenha, "quando for grande..." agora em fase pré-mamã estou mesmo a completar uma fase importante de crescimento. a gravidez leva-me a juntar ao mar de grávidas que precisam de escrever qualquer coisa com alguma regularidade.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
39 semanas
Rolhão mucoso:
clara de ovo raiada de vermelho. foi hoje de manhã. a emoção cresce. agora é esperar, de preferência tranquila, por causa da oxitocina. tenho o umbigo mais saído, os movimentos do bebé são sentidos mais abaixo na barriga. vem aí o João, por estes dias. hoje é segunda; de domingo não passa :)
clara de ovo raiada de vermelho. foi hoje de manhã. a emoção cresce. agora é esperar, de preferência tranquila, por causa da oxitocina. tenho o umbigo mais saído, os movimentos do bebé são sentidos mais abaixo na barriga. vem aí o João, por estes dias. hoje é segunda; de domingo não passa :)
terça-feira, 3 de julho de 2012
38 semanas e picos
Últimas compras:
banheira do IKEA
uma muda de roupa de cama para o berço-cama
pequeno tapete para o cantinho do bebé
Prendas dos últimos dias, das avós e das tias:
a lâmpada mágica da Chicco, com 5 sons diferentes - um grilo, o mar, um coração, música relaxante, um passarinho. a peça é em formato de pêra e vai mudando de cor. é lindo!!
dois brinquedos para pôr no carrinho, no ovo, um da Chicco, o outro da Happy Bear, tudo lindo, colorido, com animais, dá vontade de brincas;
um babygrow a imitar um fatinho de rapaz desportista e outro babygrow que ainda não vi;
música para adormecer (ainda não vi a prenda);
uma toalha.
O pai deu umas roupinhas lindas, com riscas e animais. Falando em pai, entrou na expectativa dos momentos finais, à espera a qualquer momento. Como o pai já tem dois filhos, a expectativa é diferente de um pai de "primeira viagem", mas como ele diz, "é sempre diferente" e agora vejo um brilho diferente, à espera como eu. É engraçado notar como nos últimos dias tem havido mais silêncio. A verdade é que entrámos num período liminar, como se diz na antropologia para os momentos chave dos ritos de passagem. As escalas desta liminaridade são variadas e podem encontrar-se em várias situações. Uma é esta, do silêncio. As outras irei descobrir em breve. Faz parte dos ritos de passagem sabermos pouco sobre eles. Mesmo com tantos livros, tantas pessoas que partilham como foi com elas, a verdade é que é tudo novo.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
37 semanas
Estou pronta, João. Quando quiseres, há uma porta aberta para este mundo. O teu espaço está a ficar cada vez mais pequeno, como na canção da Llasa (Soon this place will be too small) e eu e o pai já estamos à espera. Temos ainda coisas para tratar para te receber o melhor possível - últimos exames, últimas compras - mas quando estiveres pronto, cá estaremos para te receber. Nós, e muita gente que te quer conhecer. Sabes, primeiro vais conhecer o pai, a mãe e os manos. Esse será o teu mundo. Os avós, os tios, os primos, será o teu mundo alargado. E os amigos dos pais, alguns como família, também farão parte do teu mundo. Mas o mundo é feito de muito mais coisas do que pessoas. Não vejo a hora de te mostrar o verde das árvores, o azul do céu, o cheiro das flores, o cheiro do mar, o tacto da areia, da comida, dos gatos, o som do vento, da chuva, dos rios e do mar.
Sabes, este desejo de ter filhos cresceu com a vontade de mostrar o mundo a alguém a crescer. E de ter o privilégio de ver alguém, cada dia, a descobrir. Este mundo está cheio de coisas para descobrir. Não são apenas coisas boas, prazenteiras, são também coisas irritantes como as comichões, chatas como a espera, más como a injustiça, revoltantes como a falta de liberdade. As pessoas, em qualquer idade, podem sempre descobrir coisas novas, das lindas e das outras. Mas uma criança faz-nos descobrir mais. Sabes porquê? Porque descobre anos depois de os grandes descobrirem - têm uma nova visão, têm mais anos de mundo para digerir no seu olhar. Como sou antropóloga (depois explico-te), ver alguém crescer, cada dia, será como aprender a viver num contexto novo. Um filho é um país inteiro para conhecer, e nunca se conhece todo, porque tem algo de si que apenas lhe diz respeito.
Querido João,
Isto são tudo palavras condensadas de coisas que já pensei muitas vezes. A única coisa simples que já sei dizer é que, não sei porquê nem como, porque não é racional amar quem não conhecemos, sinto crescer, como a barriga, um amor novo, com contornos novos na forma de amar, e cresce também a felicidade de que em breve irei finalmente conhecer-te.
Sabes, este desejo de ter filhos cresceu com a vontade de mostrar o mundo a alguém a crescer. E de ter o privilégio de ver alguém, cada dia, a descobrir. Este mundo está cheio de coisas para descobrir. Não são apenas coisas boas, prazenteiras, são também coisas irritantes como as comichões, chatas como a espera, más como a injustiça, revoltantes como a falta de liberdade. As pessoas, em qualquer idade, podem sempre descobrir coisas novas, das lindas e das outras. Mas uma criança faz-nos descobrir mais. Sabes porquê? Porque descobre anos depois de os grandes descobrirem - têm uma nova visão, têm mais anos de mundo para digerir no seu olhar. Como sou antropóloga (depois explico-te), ver alguém crescer, cada dia, será como aprender a viver num contexto novo. Um filho é um país inteiro para conhecer, e nunca se conhece todo, porque tem algo de si que apenas lhe diz respeito.
Querido João,
Isto são tudo palavras condensadas de coisas que já pensei muitas vezes. A única coisa simples que já sei dizer é que, não sei porquê nem como, porque não é racional amar quem não conhecemos, sinto crescer, como a barriga, um amor novo, com contornos novos na forma de amar, e cresce também a felicidade de que em breve irei finalmente conhecer-te.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
faltam 3 semanas e uns dias
tempo de últimas análises - exsudado vaginal e anal para despistar uma bactéria qualquer coisa B, que, no caso de existir, pode passar para o bebé na altura do parto. vou fazer isso nos próximos dias.
ontem liguei para o Hospital para marcar a visita à maternidade, e estava tudo cheio no dia que eu queria, então marcaram-me para o dia 5 de Julho, às quase 39 semanas, se calhar é melhor levar a mala nesse dia...
Aproveitei para perguntar sobre o procedimento do CTG que me vão fazer na semana que vem, e se fazem o toque, porque tenho ouvido dizer que o toque dói, que pode fazer sangue - para que se faz um toque se não está na altura de nascer? é impressionante o que já li e mesmo assim não falarem nestas coisas, no que costuma acontecer nos procedimentos hospitalares. bem sei que não dá para saber tudo, mas a verdade é que o dia se aproxima... A enfermeira tranquilizou-me - à partida não há nenhum toque por dentro, o CTG liga-nos uns fios à barriga e vê como está o bebé e se há contracções e de que género, a partir de fora. Uff...
É também tempo de acabar o trabalho - parece que ainda tenho trabalhado mais do que o costume, mas é o cansaço a falar. Faltam poucas tarefas essenciais, as outras por mais inacabadas que estejam já não me preocupam tanto. Estou desejosa de ter tempo para rearrumar as gavetas da roupa do bebé, de fazer as últimas compras no IKEA (banheira, colchão do berço, mais uma protecção de colchão, um tapete).
ontem liguei para o Hospital para marcar a visita à maternidade, e estava tudo cheio no dia que eu queria, então marcaram-me para o dia 5 de Julho, às quase 39 semanas, se calhar é melhor levar a mala nesse dia...
Aproveitei para perguntar sobre o procedimento do CTG que me vão fazer na semana que vem, e se fazem o toque, porque tenho ouvido dizer que o toque dói, que pode fazer sangue - para que se faz um toque se não está na altura de nascer? é impressionante o que já li e mesmo assim não falarem nestas coisas, no que costuma acontecer nos procedimentos hospitalares. bem sei que não dá para saber tudo, mas a verdade é que o dia se aproxima... A enfermeira tranquilizou-me - à partida não há nenhum toque por dentro, o CTG liga-nos uns fios à barriga e vê como está o bebé e se há contracções e de que género, a partir de fora. Uff...
É também tempo de acabar o trabalho - parece que ainda tenho trabalhado mais do que o costume, mas é o cansaço a falar. Faltam poucas tarefas essenciais, as outras por mais inacabadas que estejam já não me preocupam tanto. Estou desejosa de ter tempo para rearrumar as gavetas da roupa do bebé, de fazer as últimas compras no IKEA (banheira, colchão do berço, mais uma protecção de colchão, um tapete).
quinta-feira, 14 de junho de 2012
35 quase 36 semanas
Dados novos:
o bebé tem agora 2,650kg; o colo do útero está intacto, com 40mm; peso 70kg, mais 10-11 do que no início da gravidez; já me caiu uma pinga branca dos mamilos; tenho de vez em quando umas "dorzinhas" novas por dentro, na parte de trás e debaixo da barriga valha-me deus, eu vou querer epidural, está-me cá a parecer; ao contrário do que estava à espera, parece-me que tenho mais energia e acabo por fazer mais coisas em casa; o cantinho do bebé está quase quase pronto; a mala do hospital está pronta (mas vou fazê-la outra vez).
Medos novos/renovados: que o colo do útero não se desfaça como deve; que me mandem deitar e não me possa mexer no hospital na hora H; que ponham chucha ao bebé sem eu ver; que as enfermeiras digam coisas diferentes e eu fique sem saber o que fazer; etc, não vale a pena alimentar medos.
Entusiasmos novos: não deve ser assim tão complicado mudar fraldas; não deve ser assim tão complicado dar banhos; não deve ser assim tão complicado dar de mamar (e se for complicado, estou preparada para tentar ultrapassar as dificuldades sem stressar demasiado com o que não for como eu gostaria).
Desejos novos: quero ir à praia, cheirar o mar, sentir o frio da água nos pés que estão uma bola, andar na areia; quero mesmo despachar o trabalho e arrumar outra vez as gavetas do bebé; completar o cantinho dele; passar horas a pesquisar sobre livros, música e brinquedos para bebés.
Medos novos/renovados: que o colo do útero não se desfaça como deve; que me mandem deitar e não me possa mexer no hospital na hora H; que ponham chucha ao bebé sem eu ver; que as enfermeiras digam coisas diferentes e eu fique sem saber o que fazer; etc, não vale a pena alimentar medos.
Entusiasmos novos: não deve ser assim tão complicado mudar fraldas; não deve ser assim tão complicado dar banhos; não deve ser assim tão complicado dar de mamar (e se for complicado, estou preparada para tentar ultrapassar as dificuldades sem stressar demasiado com o que não for como eu gostaria).
Desejos novos: quero ir à praia, cheirar o mar, sentir o frio da água nos pés que estão uma bola, andar na areia; quero mesmo despachar o trabalho e arrumar outra vez as gavetas do bebé; completar o cantinho dele; passar horas a pesquisar sobre livros, música e brinquedos para bebés.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
34 semanas e 3 dias
Ontem fui ver um filme de ficção científica com o M., o Prometheus. Tinha uma parte horrível, com um alien a sair da barriga de uma mulher, que não vi (não vi mesmo, nem pelo meio das cortinas feitas pelos dedos para "não ver" as cenas horríveis no cinema). não sou muito fã de ficção científica, mas lá fiquei a pensar na possibilidade de tudo aquilo. passa-se em 2091, quando uma nave chega a uma planeta com vida, que os cientistas procuravam há muito, seguindo as pistas de pinturas rupestres e de representações da suposta visita de extraterrestres em várias civilizações, e depois a coisa não corre bem, porque o filme segue as pegadas do Alien, é do Ridley Scott, e assim há mais suspense, não fosse a ficção científica um género que utiliza a sala de cinema para o seu melhor - o suspense, o maravilhoso, a possibilidade dos outros mundos.
Sempre pensei na possibilidade de, em tempo de vida, os cientistas virem a descobrir vida noutro planeta. Além da vida no sentido mais amplo, da presença de água, ou elementos que se identifiquem com a palavra vida tal como é entendida na terra, a vida parecida com a vida humana, na sua forma contemporânea, ou seja, que os extraterrestres descobertos estejam vivos e queiram "conversar" connosco. Também penso às vezes na possibilidade de, em tempo de vida, o planeta terra acabar. Não é muito provável, mas pode acontecer. Pode vir aí um meteorito dos grandes e dar cabo disto tudo. Ou uma guerra atómica que meia dúzia de parvalhões podem infelizmente provocar. Ter um filho prolonga essas possibilidades. Será que o Joãozinho vai ver alguma destas coisas? Será que ele vai pensar muito nisso? Será que ele terá uma curiosidade científica grande? Será que ele quererá descobrir coisas destas? Será que viverá de acordo com o mundo a acontecer (o que me parece mais desejável) ou será que viverá em expectativa constante? Isto são questões grandes que pouco interessam ao que está a acontecer agora.
Estar grávida e estar prestes a ter um filho dá muito a noção de que se deve viver o presente. Até porque não há outra maneira. Hoje faço isto, amanhã habituo-me àquilo, depois de amanhã vem qualquer coisa de novo de que não estava à espera, no dia seguinte aprendo sobre isso, e no dia depois resolvo, e depois mais um dia e usufruo da situação e outro dia mais, e mais uma coisa de novo.
De qualquer forma transportar um bebé na barriga que só vou conhecer quando nascer, faz-me imaginar tanta coisa. Um alien não é, porque fiz a amniocentese, e tem os cromossomas dos humanos, uff. Mas nada da sua vida que está prestes a começar pode ser realmente adivinhado. Bem vinda à vida do não controlar nada. Por estranho que pareça, isso deixa-me mais tranquila. Querer controlar o que vai acontecendo é tão cansativo.
Sempre pensei na possibilidade de, em tempo de vida, os cientistas virem a descobrir vida noutro planeta. Além da vida no sentido mais amplo, da presença de água, ou elementos que se identifiquem com a palavra vida tal como é entendida na terra, a vida parecida com a vida humana, na sua forma contemporânea, ou seja, que os extraterrestres descobertos estejam vivos e queiram "conversar" connosco. Também penso às vezes na possibilidade de, em tempo de vida, o planeta terra acabar. Não é muito provável, mas pode acontecer. Pode vir aí um meteorito dos grandes e dar cabo disto tudo. Ou uma guerra atómica que meia dúzia de parvalhões podem infelizmente provocar. Ter um filho prolonga essas possibilidades. Será que o Joãozinho vai ver alguma destas coisas? Será que ele vai pensar muito nisso? Será que ele terá uma curiosidade científica grande? Será que ele quererá descobrir coisas destas? Será que viverá de acordo com o mundo a acontecer (o que me parece mais desejável) ou será que viverá em expectativa constante? Isto são questões grandes que pouco interessam ao que está a acontecer agora.
Estar grávida e estar prestes a ter um filho dá muito a noção de que se deve viver o presente. Até porque não há outra maneira. Hoje faço isto, amanhã habituo-me àquilo, depois de amanhã vem qualquer coisa de novo de que não estava à espera, no dia seguinte aprendo sobre isso, e no dia depois resolvo, e depois mais um dia e usufruo da situação e outro dia mais, e mais uma coisa de novo.
De qualquer forma transportar um bebé na barriga que só vou conhecer quando nascer, faz-me imaginar tanta coisa. Um alien não é, porque fiz a amniocentese, e tem os cromossomas dos humanos, uff. Mas nada da sua vida que está prestes a começar pode ser realmente adivinhado. Bem vinda à vida do não controlar nada. Por estranho que pareça, isso deixa-me mais tranquila. Querer controlar o que vai acontecendo é tão cansativo.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
33 semanas
workshop de nutrição
ontem fui a um workshop de nutrição. fiquei assustada por saber que a amamentar ainda temos mais fome do que durante a gravidez - será possível? além das coisas que toda a gente sabe mas "gulosa não cumpre" a formadora referiu que a depressão pós-parto pode estar associada à má alimentação. Porque precisamos de mais nutrientes e coisas como o ómega 3 e as vitaminas do complexo B vão-se num instantinho, elas que são essenciais para manter o bom humor.
a tónica do workshop era sobre a carga glicémica, para chamar a atenção dos alimentos com excesso de açúcar, onde menos se espera, que nos levam a picos de açúcar altos mas que rapidamente provocam fome outra vez. as farinhas brancas são o piorzinho de tudo (ai o pão alentejano!!!) a parte boa, para quem adora fruta, foi a desconstrução de que a fruta engorda e que há frutas com muito açúcar. tal como pensava, é sempre melhor comer frutas "gordas" como as uvas, os figos, as bananas e melões, do que pãozinho com manteiga. é que a fruta sacia sempre mais.
o lado direito da barriga o bebé está quase sempre quase todo do lado direito da barriga. faz um alto enorme, e pressão para cima e para trás. já lhe disse que a saída não é por ali, mas dá ideia de que gosta mesmo daquele cantinho. se calhar está a afastar-se do estômago, sempre ocupado, ora com comida ora com águinha...
uma horinha pequena ultimamente tenho ouvido muito esta expressão - são os votos para que o parto seja rápido, fácil e bem sucedido. não sei donde surgiu, mas é uma expressão que demonstra bem que o parto é o ritual culminar do rito de passagem que é a gravidez e realmente é o que tem sido - um conjunto de rituais que tenho cumprido - reunir informação, fazer o curso de preparação, ginástica adequada, fazer o cantinho do bebé, conversar com outras mulheres que passaram pelo mesmo, temer o rito principal. a maior parte das outras mulheres, ao falar do parto, fazem o enfoque nos momentos difíceis, aumentando a pressão sobre o momento, tal como noutros ritos de passagem. a gravidez e o parto são uma espécie de área reservada, como os ritos de passagem para a idade adulta dos rapazes em tantas partes do mundo. também quero uma horinha pequena. o desconhecido provoca-me ansiedade, por muito que tenha aprendido alguns truques; mas o resultado, a mudança de vida para sempre, uma nova vida na nossa vida, não poderia implicar menos do que sentimentos enormes e expectantes até à hora do nascimento.
o lado direito da barriga o bebé está quase sempre quase todo do lado direito da barriga. faz um alto enorme, e pressão para cima e para trás. já lhe disse que a saída não é por ali, mas dá ideia de que gosta mesmo daquele cantinho. se calhar está a afastar-se do estômago, sempre ocupado, ora com comida ora com águinha...
uma horinha pequena ultimamente tenho ouvido muito esta expressão - são os votos para que o parto seja rápido, fácil e bem sucedido. não sei donde surgiu, mas é uma expressão que demonstra bem que o parto é o ritual culminar do rito de passagem que é a gravidez e realmente é o que tem sido - um conjunto de rituais que tenho cumprido - reunir informação, fazer o curso de preparação, ginástica adequada, fazer o cantinho do bebé, conversar com outras mulheres que passaram pelo mesmo, temer o rito principal. a maior parte das outras mulheres, ao falar do parto, fazem o enfoque nos momentos difíceis, aumentando a pressão sobre o momento, tal como noutros ritos de passagem. a gravidez e o parto são uma espécie de área reservada, como os ritos de passagem para a idade adulta dos rapazes em tantas partes do mundo. também quero uma horinha pequena. o desconhecido provoca-me ansiedade, por muito que tenha aprendido alguns truques; mas o resultado, a mudança de vida para sempre, uma nova vida na nossa vida, não poderia implicar menos do que sentimentos enormes e expectantes até à hora do nascimento.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
32 semanas
32 semanas ou... faltam 8 semanas! fizemos a ecografia do 3º trimestre. o bebé está de cabeça para baixo, mas a médica avisou logo que o bebé, se tiver espaço, pode virar-se até ao último dia. por isso não há certezas se estará posicionado para um parto natural ou para uma cesariana. mais um imponderável, porque por mais livros que leia e por mais cursos que faça, ter um bebé não é uma ciência exacta.
Tem 1,882 kg, um tamanho normal, o líquido amniótico está normal, a placenta é posterior, tudo ok. Uff! marcámos outra ecografia para as 35 semanas pois a consulta no hospital é só às 38, para fazer o CTG e ver como está. basicamente, com análises e mais duas consultas na médica de saúde materna, vou andar em médicos uma média de uma vez por semana.
Os manos têm cada vez mais curiosidade. Gostam de pôr a mão na barriga para ver se sentem os movimentos do bebé. O bebé por seu lado o que gosta mais de fazer é de se mexer muito e, quando alguém toca, pára. É uma forma de reagir, mas é chato para quem quer sentir os pontapés. A espertina de madrugada continua e hoje foi das 4h às 6h. ouvi os primeiros pios das andorinhas e dos pombos. vi a luz da noite transformar-se na luz do dia, mas antes disso só se via noite. fui à casa de banho duas vezes. respirei profundamente. nada. tomei o pequeno almoço às 6 da manhã, tive sintomas de insónia persistente a seguir que é despertar quando se está mesmo quase a adormecer, e depois lá adormeci, agarrada ao M. com a barriga encostada a ele e o bebé a mexer-se para o pai sentir.
Os manos têm cada vez mais curiosidade. Gostam de pôr a mão na barriga para ver se sentem os movimentos do bebé. O bebé por seu lado o que gosta mais de fazer é de se mexer muito e, quando alguém toca, pára. É uma forma de reagir, mas é chato para quem quer sentir os pontapés. A espertina de madrugada continua e hoje foi das 4h às 6h. ouvi os primeiros pios das andorinhas e dos pombos. vi a luz da noite transformar-se na luz do dia, mas antes disso só se via noite. fui à casa de banho duas vezes. respirei profundamente. nada. tomei o pequeno almoço às 6 da manhã, tive sintomas de insónia persistente a seguir que é despertar quando se está mesmo quase a adormecer, e depois lá adormeci, agarrada ao M. com a barriga encostada a ele e o bebé a mexer-se para o pai sentir.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
31 semanas e um dia
Nota-se pelos movimentos que o bebé tem agora os ossos mais rijos; cada movimento é agora um senhor movimento. O João está a crescer e começou a countdown para a ecografia das 32 semanas.
Tenho agora os pés e as mãos inchadas. Não é muito, mas é uma frustração. Passei a gravidez toda a gastar balúrdios em meias de descanso, para vir o calor de repente e fico com uns pés "Flinstones". Mezinhas: água fria quando chego a casa, pés para cima o mais possível, continuar a usar meias de descanso apesar de estarem 30 graus, água, água, água, mexer os pés e as pernas.
O meu cérebro está cada vez mais programado para a maternidade. Tudo no trabalho me parece inútil e inócuo; ao contrário, coisas como alcofas, conjuntos de lençóis para alcofas, fraldas de pano, banheiras para bebés, almofadas e protecções, termómetros, ocupam-me a cabeça - onde comprar, quando comprar, agendar deslocações para conseguir o que me falta, limpar, lavar, dobrar roupa, isso sim, é importante, imprescindível! Contenho-me ao máximo para não chatear os colegas com a pré-maternidade, é mesmo a única coisa que me apetece falar. No entanto, há um lado de "deixar as coisas resolvidas" que me ocupa também o tempo. Assim, mesmo sem disponibilidade mental, noto que estou a trabalhar como sempre, até mais um bocadinho, para deixar "tudo feito" para poder estar 4 meses sem olhar para o trabalho. Mesmo assim há coisas que ficam de lado, porque a energia já não é a mesma. Às vezes saio tarde do trabalho, cheia de complexos de culpa porque ainda me dá um parto pré-termo, mas a cada tarefa cumprida, há outra que tenho de prescindir, porque não dá para tudo. Uma verdadeira política pela maternidade daria tempo antes e depois do parto. Tipo dois meses antes do parto. Era o ideal. É que não é pouco o trabalho que se tem, mesmo sendo um trabalho cheio de vontade, para organizar o ninho.
O meu cérebro está cada vez mais programado para a maternidade. Tudo no trabalho me parece inútil e inócuo; ao contrário, coisas como alcofas, conjuntos de lençóis para alcofas, fraldas de pano, banheiras para bebés, almofadas e protecções, termómetros, ocupam-me a cabeça - onde comprar, quando comprar, agendar deslocações para conseguir o que me falta, limpar, lavar, dobrar roupa, isso sim, é importante, imprescindível! Contenho-me ao máximo para não chatear os colegas com a pré-maternidade, é mesmo a única coisa que me apetece falar. No entanto, há um lado de "deixar as coisas resolvidas" que me ocupa também o tempo. Assim, mesmo sem disponibilidade mental, noto que estou a trabalhar como sempre, até mais um bocadinho, para deixar "tudo feito" para poder estar 4 meses sem olhar para o trabalho. Mesmo assim há coisas que ficam de lado, porque a energia já não é a mesma. Às vezes saio tarde do trabalho, cheia de complexos de culpa porque ainda me dá um parto pré-termo, mas a cada tarefa cumprida, há outra que tenho de prescindir, porque não dá para tudo. Uma verdadeira política pela maternidade daria tempo antes e depois do parto. Tipo dois meses antes do parto. Era o ideal. É que não é pouco o trabalho que se tem, mesmo sendo um trabalho cheio de vontade, para organizar o ninho.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
quase 30 semanas
Lavoisier e algumas coisas novas reutilizáveis
Além das amigas que já foram mães e que generosamente me têm dado, emprestado, cedido, utensílios, vestuário e parafernália da puericultura, as vendas na net em segunda mão e a loja Kid to Kid são dois achados no mundo das pré-mamãs. E falta uma coisa muito importante, a avó, grande patrocinadora oficial das coisas boas e bonitas para não ser tudo em segunda mão.
Mas vamos à segunda mão. Este fim de semana comprei uma alcofa e um esterilizador de biberões para ir ao micro-ondas, tudo por 34 euros. A alcofa foi 20 euros, praticamente nova, e ainda veio com um suporte, mais velhinho, mas estável e cabe na perfeição ao lado da cama, e o esterilizador foi 14 euros. A alcofa fomos buscá-la à Moita e o esterilizador a Massamá. Foi só mandar um email no site de vendas para a pessoa que estava a vender. Responderam logo, deram número de telefone e foi só marcar num ponto de referência perto de suas casas. Impecavelzinho :)
Assim, sinto que faço parte de uma cadeia um pouco mais ecológica do que tudo novo. É tanto plástico, tanto metal, tanto tecido... A pegada do meu filho neste mundo pode ser mais limpa do que poluidora, pelo menos em parte.
A outra parte são as compras de coisinhas novas e lindas. O que comprei no sábado, tudo muito útil e importante ;) - uma camisa de dormir e um roupão, para levar para a maternidade, branco, lindo; - uma protecção para o bebé não se virar na cama, com almofadas de lado e uma altura para a cabeça; - uma linha de higiene para bebé, Uriage, com: gel e shampô, creme de rosto, creme para o corpo, primeira água (nem sabia que existia), toalhetas; - um babygrow lindo, um gorro, uma fralda com um J de João; - uma fralda ecológica e um pack de fraldas reutilizáveis, dá para bebés dos 3,5 aos 16 Kg; - um conjunto para a alcofa e uma protecção de alcofa para os xixis.
A mala do hospital está quase pronta:
Bebé:
• Shampô e gel duche
• Escova e pasta de dentes
• Escova do cabelo
• Outros: Pensos higiénicos Ok Toalha de banho Ok
Pai:
Mas vamos à segunda mão. Este fim de semana comprei uma alcofa e um esterilizador de biberões para ir ao micro-ondas, tudo por 34 euros. A alcofa foi 20 euros, praticamente nova, e ainda veio com um suporte, mais velhinho, mas estável e cabe na perfeição ao lado da cama, e o esterilizador foi 14 euros. A alcofa fomos buscá-la à Moita e o esterilizador a Massamá. Foi só mandar um email no site de vendas para a pessoa que estava a vender. Responderam logo, deram número de telefone e foi só marcar num ponto de referência perto de suas casas. Impecavelzinho :)
Assim, sinto que faço parte de uma cadeia um pouco mais ecológica do que tudo novo. É tanto plástico, tanto metal, tanto tecido... A pegada do meu filho neste mundo pode ser mais limpa do que poluidora, pelo menos em parte.
A outra parte são as compras de coisinhas novas e lindas. O que comprei no sábado, tudo muito útil e importante ;) - uma camisa de dormir e um roupão, para levar para a maternidade, branco, lindo; - uma protecção para o bebé não se virar na cama, com almofadas de lado e uma altura para a cabeça; - uma linha de higiene para bebé, Uriage, com: gel e shampô, creme de rosto, creme para o corpo, primeira água (nem sabia que existia), toalhetas; - um babygrow lindo, um gorro, uma fralda com um J de João; - uma fralda ecológica e um pack de fraldas reutilizáveis, dá para bebés dos 3,5 aos 16 Kg; - um conjunto para a alcofa e uma protecção de alcofa para os xixis.
A mala do hospital está quase pronta:
Bebé:
- 3 a 4 mudas de roupa completas:
- 3 babygrows Ok
- 3 bodies Ok
- 3 calças interiorires Ok
- 2 casacos Ok
- 2 gorros - tenho 1
- 2 fraldas de pano Ok
- Fraldas Ok
- Toalhitas Ok
- Mantinha Ok
- Toalha de banho do bebé Ok
- 2 a 3 camisas de dormir abertas à frente Ok
- Robe Ok
- 2 a 3 soutiens de amamentação e discos de amamentação Ok
- Cuecas confortáveis ou descartáveis Ok
- Chinelos de quarto Chinelos de duche Ok
- Roupa para regressar a casa
- Produtos de higiene pessoais
• Shampô e gel duche
• Escova e pasta de dentes
• Escova do cabelo
• Outros: Pensos higiénicos Ok Toalha de banho Ok
Pai:
- Máquina fotográfica e bateria
- Pastilhas elásticas
- Telemóvel e bateria
- Moedas para máquinas de vending
segunda-feira, 30 de abril de 2012
quase 29 semanas
Hmmm, parece que tive hoje as primeiras contracções. foi ainda na cama, depois de ter ido fazer xixi. primeiro senti uma moinha como a do período, mas não durou muito, depois doeu-me muito na linha que vai do umbigo ao pubis, duas vezes, só uns segundos de cada vez, como as dores que tinha no período quando iam além da moinha. depois parou e não voltaram.
Entretanto, o bebé continua a querer nadar no líquido amniótico apesar de ter menos espaço. faz ondas na barriga. continuo a olhar para a barriga sempre que dá um pontapé mais forte, a ver se os repete, para ver os altos. e depois digo ao M. para ficar a ver também. depois do jantar até me ir deitar é quando o espectáculo é maior. dizem que os períodos em que o bebé está acordado correspondem àqueles em que ele também estará acordado quando estiver cá fora. se assim for, dorme bem de noite, só acorda pelas 6 e meia sete horas :)
A partir desta semana, fico (mesmo) um dia ou dois em casa. Os transportes são muito cansativos. E quando fico em casa posso fazer caminhadas de meia hora, que me sabem que nem ginjas. Trabalho um bocadinho menos, mas a concentração também já não é muita, e forçar não estava a dar. Abrandar é o que o meu corpo anda a pedir.
Entretanto, o bebé continua a querer nadar no líquido amniótico apesar de ter menos espaço. faz ondas na barriga. continuo a olhar para a barriga sempre que dá um pontapé mais forte, a ver se os repete, para ver os altos. e depois digo ao M. para ficar a ver também. depois do jantar até me ir deitar é quando o espectáculo é maior. dizem que os períodos em que o bebé está acordado correspondem àqueles em que ele também estará acordado quando estiver cá fora. se assim for, dorme bem de noite, só acorda pelas 6 e meia sete horas :)
A partir desta semana, fico (mesmo) um dia ou dois em casa. Os transportes são muito cansativos. E quando fico em casa posso fazer caminhadas de meia hora, que me sabem que nem ginjas. Trabalho um bocadinho menos, mas a concentração também já não é muita, e forçar não estava a dar. Abrandar é o que o meu corpo anda a pedir.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
27 semanas
Começou o curso de preparação para o parto!
O Centro Pré e pós Parto, onde faço o Yoga e o Pilates, tem cursos de preparação para o parto. São aparentemente caros, 195 euros, mas como não pago consultas porque sou seguida através do Serviço Nacional de Saúde, decidi investir nisto. São 7 aulas de hora e meia, de preferência com os pais, e mais uma semana de 3 sessões de pós parto, para fazer quando puder depois do bebé nascer. Além disso oferecem uma montanha de workshops grátis para quem está a fazer o curso, e 24 horas por dia de assistência de uma Enfermeira sempre disponível para as dúvidas da gravidez.
A enfermeira Isabel, que está a dar o curso, é descontraída, desconstrói medos, fornece toda a informação necessária para mães e pais info-dependentes, estamos a gostar muito!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
26 ou 27 semanas?
As semanas estão a tornar-se caóticas. Cada ecografia acrescenta 3 dias e a médica já não sabe dizer se são 26 ou 27. Vou assumir que estou com 26 e meia hoje.
Mas o melhor de tudo é que só engordei 1,5 kg em 8 semanas. Depois de engordar bue no primeiro trimestre, as poucas restrições que consigo fazer estão a dar frutos. E embora me sinta uma baleia, peso agora 65kg, portanto já engordei no total 7 kgs. É um bocado, mas tendo em conta o factor GULA, estou dentro dos limites.
Fiz uma ecografia 3D, mas o bebé não quis mostrar os dois lados da cara. Foi um flop. O que interessa é que as medidas estão todas bem. O bebé já tem quase um quilo, está a ficar crescido. Agora só pára de crescer lá para o meio da adolescência, é incrível pensar que haverá mudanças a toda a hora durante tantos anos. A gravidez é só o princípio.
Mas o melhor de tudo é que só engordei 1,5 kg em 8 semanas. Depois de engordar bue no primeiro trimestre, as poucas restrições que consigo fazer estão a dar frutos. E embora me sinta uma baleia, peso agora 65kg, portanto já engordei no total 7 kgs. É um bocado, mas tendo em conta o factor GULA, estou dentro dos limites.
Fiz uma ecografia 3D, mas o bebé não quis mostrar os dois lados da cara. Foi um flop. O que interessa é que as medidas estão todas bem. O bebé já tem quase um quilo, está a ficar crescido. Agora só pára de crescer lá para o meio da adolescência, é incrível pensar que haverá mudanças a toda a hora durante tantos anos. A gravidez é só o princípio.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
25 semanas
HELP! sinto-me meia ingrata com uma parte das coisas que me dão. não é que não goste, só não gosto mesmo de uma ou duas coisinhas (na verdade só não gosto de duas das fraldas bordadas e de um par de meias, tudo o resto é mesmo giro e sou mesmo sortuda), mas queria escolher eu as coisas, sinto-me inundada de opiniões sobre o que comprar, o que receber, o que ter, dá ideia que me controlam a lista de coisas. já tens isto, já tens aquilo? tens de ter isto, aquilo é que é bom, não te esqueças...
não é por mal, todos querem ajudar, e sem a ajuda que tenho nem sei bem como seria. mas assim ideal ideal, era não trabalhar, ir a várias lojas, escolher as coisas com calma, escolhendo aquilo de que gosto mesmo, parece que às vezes já nem sei de que gosto. os livros às vezes também me dão essa sensação, não são só as opiniões.
na volta na volta, talvez isto seja um pouco do chamado instinto maternal. nós pais saberíamos o que escolher, como melhor proteger, o que fazer se não houvesse nada desta parafernália pré-materna. talvez isto seja só vontade de ter este mundo-casa-lar como um refúgio só nosso, a necessidade de fazer o ninho, como ouvi dizer que acontece. e as cegonhas não pedem umas às outras para recolher uns gravetos... no fundo, são coisas do lado irracional a invadir-me o outro lado aos poucos.
não é por mal, todos querem ajudar, e sem a ajuda que tenho nem sei bem como seria. mas assim ideal ideal, era não trabalhar, ir a várias lojas, escolher as coisas com calma, escolhendo aquilo de que gosto mesmo, parece que às vezes já nem sei de que gosto. os livros às vezes também me dão essa sensação, não são só as opiniões.
na volta na volta, talvez isto seja um pouco do chamado instinto maternal. nós pais saberíamos o que escolher, como melhor proteger, o que fazer se não houvesse nada desta parafernália pré-materna. talvez isto seja só vontade de ter este mundo-casa-lar como um refúgio só nosso, a necessidade de fazer o ninho, como ouvi dizer que acontece. e as cegonhas não pedem umas às outras para recolher uns gravetos... no fundo, são coisas do lado irracional a invadir-me o outro lado aos poucos.
sexta-feira, 30 de março de 2012
24 semanas
Barriga proeminente faz furor no supermercado em hora de ponta
No Modelo de entrecampos a hora de ponta é como no metro, entre as 18h e as 19h vai sempre cheio, com filas enormes.
A caixa onde há prioridade para grávidas, velhotes, deficientes e pais com crianças de colo estava fechada. Eu tenho um bocado de vergonha de pedir para passar à frente no supermercado, ouve-se sempre um burburinho chato. Mas de facto ao fim do dia já só se consegue andar de barriga empinada, de perna aberta e pés em pose dez para as duas. Esta figurinha mais 4 coisas nas mãos, sem cesto. Noutra fila uma senhora repara no meu perfil e diz alto e bom som: "a senhora pode ir para a caixa prioritária" e eu "está fechada", "então tem direito a passar à frente" e mais uns segundos, "as pessoas da sua fila é que deviam ter reparado" e começam os comentários, eu já à frente de todos quase a ser atendida. Disse obrigada 10 vezes à senhora e desculpei-me por não ter sabido fazer exercer os meus direitos.
É para aprender a não ser parva. Daqui em diante vou mesmo pedir para me sentar e para passar à frente.
No Modelo de entrecampos a hora de ponta é como no metro, entre as 18h e as 19h vai sempre cheio, com filas enormes.
A caixa onde há prioridade para grávidas, velhotes, deficientes e pais com crianças de colo estava fechada. Eu tenho um bocado de vergonha de pedir para passar à frente no supermercado, ouve-se sempre um burburinho chato. Mas de facto ao fim do dia já só se consegue andar de barriga empinada, de perna aberta e pés em pose dez para as duas. Esta figurinha mais 4 coisas nas mãos, sem cesto. Noutra fila uma senhora repara no meu perfil e diz alto e bom som: "a senhora pode ir para a caixa prioritária" e eu "está fechada", "então tem direito a passar à frente" e mais uns segundos, "as pessoas da sua fila é que deviam ter reparado" e começam os comentários, eu já à frente de todos quase a ser atendida. Disse obrigada 10 vezes à senhora e desculpei-me por não ter sabido fazer exercer os meus direitos.
É para aprender a não ser parva. Daqui em diante vou mesmo pedir para me sentar e para passar à frente.
sábado, 24 de março de 2012
23 semanas e 3 dias
barriga mexilhona
à noite, depois do jantar, o bebé mexe-se mais. é logo depois do jantar, e por volta das 23h. depois do almoço também se mexe mas normalmente estou a trabalhar. já reparei que quando me dobro para a frente, ele parece protestar, como quem diz, gosto de estar neste espaço à vontade, não é para me apertarem, ok? também quando ando mais a pé do que o costume, ou se estou muito tempo de pé, sinto um peso para baixo. aí parece dizer, senta-te sim, já estás a abusar.
então à noite, depois do jantar, tornou-se o momento preferido do dia. deito-me com as pernas para cima - alívio brutal - e destapo a barriga. e ele mexe-se. sente-se e vê-se! vê-se a olho nu, pum pum, cá estou eu, e eu fico com um sorriso parvinho parvinho, só visto!
à noite, depois do jantar, o bebé mexe-se mais. é logo depois do jantar, e por volta das 23h. depois do almoço também se mexe mas normalmente estou a trabalhar. já reparei que quando me dobro para a frente, ele parece protestar, como quem diz, gosto de estar neste espaço à vontade, não é para me apertarem, ok? também quando ando mais a pé do que o costume, ou se estou muito tempo de pé, sinto um peso para baixo. aí parece dizer, senta-te sim, já estás a abusar.
então à noite, depois do jantar, tornou-se o momento preferido do dia. deito-me com as pernas para cima - alívio brutal - e destapo a barriga. e ele mexe-se. sente-se e vê-se! vê-se a olho nu, pum pum, cá estou eu, e eu fico com um sorriso parvinho parvinho, só visto!
quinta-feira, 15 de março de 2012
22 semanas e dois dias
dor de dentes, arghhhhhhhhhhhhhhh. todos os livros dizem para ir ao dentista antes de engravidar ou, se não tiver ido antes, ir assim que se sabe. mas eu, teimosa, sem dor de dentes, não fui. limitei-me a ter cuidados redobrados. mas as gengivas incham. e a zona do ciso está a queixar-se. acho que é só isso, mas é o suficiente para manter uma "moinha".
dor de costas, to be continued... já me habituei, mas ainda não desisti de criar uma barreira de almofadas entre as novas curvas do corpo e o colchão. ainda não atinei, falaram-me nas almofadas chouriço.
primeira máquina de roupa para bebé
comprei um detergente especial bebé e lavei uma grande parte da roupa que já me deram, quer nova, quer usada. agora está ali no estendal a cheiras bem, depois vou passá-la a ferro e meter na nova cómoda com gavetas forradas com papel bonito.
os primeiros baby grows do pai
o m. comprou um conjunto de baby grows. além de serem lindos, são a primeira roupinha que o pai comprou, por isso são especiais. (quero ver se mantenho este romantismo quando vir baby grows cagaditos uns atrás dos outros)...
cuecas novas também tive de comprar cuecas novas, estou maior e menos resistente a elásticos. se não fosse a Modalfa já estava na ruína
dor de costas, to be continued... já me habituei, mas ainda não desisti de criar uma barreira de almofadas entre as novas curvas do corpo e o colchão. ainda não atinei, falaram-me nas almofadas chouriço.
primeira máquina de roupa para bebé
comprei um detergente especial bebé e lavei uma grande parte da roupa que já me deram, quer nova, quer usada. agora está ali no estendal a cheiras bem, depois vou passá-la a ferro e meter na nova cómoda com gavetas forradas com papel bonito.
os primeiros baby grows do pai
o m. comprou um conjunto de baby grows. além de serem lindos, são a primeira roupinha que o pai comprou, por isso são especiais. (quero ver se mantenho este romantismo quando vir baby grows cagaditos uns atrás dos outros)...
cuecas novas também tive de comprar cuecas novas, estou maior e menos resistente a elásticos. se não fosse a Modalfa já estava na ruína
sexta-feira, 9 de março de 2012
21 semanas e três dias
há três dias que ando com uma dor nas costas. dá vontade de rir, mas estou assim desde a última vez que fiz muita força para ir à casa de banho. porque mesmo com all bran todos os dias e 2 litros de água, tenho de fazer força, pois a vontade raramente chega por si própria. ao fim de três dias de dores nas costas, liguei para o centro de saúde, para ver se me indicavam alguma pomada ou mezinha. a médica não estava e disseram que era melhor ir ao hospital.
liguei também para o hospital de cascais para ver se apanhava a enfermeira. ela não estava e quem me atendeu também não me indicou pomada nem mezinha, apenas que me dirigisse às urgências.
e pronto, lá fui, contrariada, para a maternidade alfredo da costa. estive lá três horinhas (uma por cada atendimento) - para a triagem, para me mandarem fazer uma análise, para a consulta final. nas análises, à urina, não tinha nada (eles quiseram despistar pois a dor é próxima dos rins), é só mesmo dor nas costas. tenho de ter paciência. ben-u-ron 1gr de 8 em 8 horas durante três dias, quanto à obstipação, tenho feito bem em comer all bran e beber muita água. há que ter paciência.
liguei também para o hospital de cascais para ver se apanhava a enfermeira. ela não estava e quem me atendeu também não me indicou pomada nem mezinha, apenas que me dirigisse às urgências.
e pronto, lá fui, contrariada, para a maternidade alfredo da costa. estive lá três horinhas (uma por cada atendimento) - para a triagem, para me mandarem fazer uma análise, para a consulta final. nas análises, à urina, não tinha nada (eles quiseram despistar pois a dor é próxima dos rins), é só mesmo dor nas costas. tenho de ter paciência. ben-u-ron 1gr de 8 em 8 horas durante três dias, quanto à obstipação, tenho feito bem em comer all bran e beber muita água. há que ter paciência.
21 semanas
ecografia morfológica
Fiz na CEMEO, em Oeiras. A médica era alentejana e bem disposta. Mostrou tudo o que havia para mostrar - estômago, cérebro, as quatro cavidades do coração, a pilinha, os "tinónis" como ela disse, o fémur, a coluna, as mãos à frente da cara, ele a lamber a mão (coitadinho deve ser da dieta), mostrou o cordão umbilical, e fez uma pequena demonstração de 4 dimensões - vamos fazer uma eco extra dessas para trazer o filme para casa daqui a 5 semanas!
Ele estava de cabeça para baixo e virado para as minhas costas (aproveita enquanto estás imune às leis da gravidade, nessa cápsula estranha que carrego).
Agora apetece-me muitas vezes falar com ele, mas ainda falta...
Fiz na CEMEO, em Oeiras. A médica era alentejana e bem disposta. Mostrou tudo o que havia para mostrar - estômago, cérebro, as quatro cavidades do coração, a pilinha, os "tinónis" como ela disse, o fémur, a coluna, as mãos à frente da cara, ele a lamber a mão (coitadinho deve ser da dieta), mostrou o cordão umbilical, e fez uma pequena demonstração de 4 dimensões - vamos fazer uma eco extra dessas para trazer o filme para casa daqui a 5 semanas!
Ele estava de cabeça para baixo e virado para as minhas costas (aproveita enquanto estás imune às leis da gravidade, nessa cápsula estranha que carrego).
Agora apetece-me muitas vezes falar com ele, mas ainda falta...
sexta-feira, 2 de março de 2012
20 semanas e três dias
20 semanas
é o meio da gravidez. na terça feira, há três dias nasceram os gémeos da prima do M. um menino e uma menina. ficaram na incubadora para crescer mais um bocadinho. ontem fomos visitar os pais (não se pode ainda ver os bebés). está tudo bem. a mãe contou que aconteceram coisas que não vêm nos livros. que não conseguiu fazer chichi durante dois dias. o pai (enfermeiro), a propósito do alvoroço que a mãe ouviu ontem no hospital, disse que uma placenta deslocada pode dar para o torto em dois minutos, daí as urgências em resolver situações rapidamente no parto. Coisas que não devia ouvir!
O meio da gravidez é a contagem decrescente para o parto, mas é também a zona mais tranquila. Ainda não estou muito pesada, consigo fazer tudo, sinto os pontapés do bebé e as suas sessões de natação, exibo uma bela barriga. Estou feliz!
dietas
custa muito mas fico orgulhosa quando consigo chegar ao fim do dia sem fazer disparates. o problema de engordar é inchar, passar o fim da gravidez sem me poder mexer com dor nas pernas e, no pós-parto, engordar de novo por causa do hábito de comer muito.
pilates para grávidas
ontem comecei com o pilates para grávidas. chiça penico, o que custa fazer exercício à séria! mas se as outras, com 30 e tal semanas conseguem, também tenho de conseguir. estou a fazer no Centro Pré ePós Parto, no mesmo sítio do Yoga.
Além do endurance de pernas e braços, fazemos exercícios com o períneo. A prof. Célia explicou: podemos fazer em qualquer lado, no metro, no trabalho, não se vê. E para ter a certeza que estamos a fazer bem, há que experimentar em casa: põe-se um dedo na vagina, fazemos o exercício. se estivermos a apertar o dedo estamos a fazer bem, se não, estamos a fazer mal. Diz que é importante para treinar a musculatura para o parto.
é o meio da gravidez. na terça feira, há três dias nasceram os gémeos da prima do M. um menino e uma menina. ficaram na incubadora para crescer mais um bocadinho. ontem fomos visitar os pais (não se pode ainda ver os bebés). está tudo bem. a mãe contou que aconteceram coisas que não vêm nos livros. que não conseguiu fazer chichi durante dois dias. o pai (enfermeiro), a propósito do alvoroço que a mãe ouviu ontem no hospital, disse que uma placenta deslocada pode dar para o torto em dois minutos, daí as urgências em resolver situações rapidamente no parto. Coisas que não devia ouvir!
O meio da gravidez é a contagem decrescente para o parto, mas é também a zona mais tranquila. Ainda não estou muito pesada, consigo fazer tudo, sinto os pontapés do bebé e as suas sessões de natação, exibo uma bela barriga. Estou feliz!
dietas
custa muito mas fico orgulhosa quando consigo chegar ao fim do dia sem fazer disparates. o problema de engordar é inchar, passar o fim da gravidez sem me poder mexer com dor nas pernas e, no pós-parto, engordar de novo por causa do hábito de comer muito.
pilates para grávidas
ontem comecei com o pilates para grávidas. chiça penico, o que custa fazer exercício à séria! mas se as outras, com 30 e tal semanas conseguem, também tenho de conseguir. estou a fazer no Centro Pré ePós Parto, no mesmo sítio do Yoga.
Além do endurance de pernas e braços, fazemos exercícios com o períneo. A prof. Célia explicou: podemos fazer em qualquer lado, no metro, no trabalho, não se vê. E para ter a certeza que estamos a fazer bem, há que experimentar em casa: põe-se um dedo na vagina, fazemos o exercício. se estivermos a apertar o dedo estamos a fazer bem, se não, estamos a fazer mal. Diz que é importante para treinar a musculatura para o parto.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
19 semanas
Suspiro de alívio
Ontem liguei para o Hospital para saber se os resultados já estavam prontos. A enfermeira que me atendeu disse que sim e prontificou-se a dizer que o bebé tem os 46 cromossomas, que é o normal, e que é menino. Uffff! Em seguida liguei ao M. e começaram a soltar-se alguns sentimentos que pareciam estar à espera de autorização para se manifestarem. Agora é tempo de ter cuidado com os gastos, porque a vontade de fazer o ninho é mesmo muito grande.
PS: a dieta está a correr bem dentro do género, com algumas escapadinhas tipo um quadrado de chocolate ou só mais uma fatia de pão integral. Os momentos de resistência aos excessos são compensados com a balança, que se mantém no valor anterior.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
18 semanas e um dia
O gráfico da engorda
A médica mostrou-me o gráfico da engorda – 3 kg num mês. Por isso não posso engordar nada – pois, nada – durante quatro semanas, até à próxima consulta: “a Rita não se preocupe com o bebé, que ele vai buscar o que for preciso, só a Rita é que passa fome”. O M. foi instruído para ser duro comigo e não me deixar inventar desculpas para comer bolachas, ou mais pão com manteiga.
A sonda
Hoje ouvimos o galope pela mão do M. A médica passou-lhe a sonda para a mão e ele procurou o bater do coração do bebé. Primeiro brincou um bocadinho às escondidas com o pai, mas depois deixou-se ouvir e ficámos a ouvir e a sorrir.
A médica mostrou-me o gráfico da engorda – 3 kg num mês. Por isso não posso engordar nada – pois, nada – durante quatro semanas, até à próxima consulta: “a Rita não se preocupe com o bebé, que ele vai buscar o que for preciso, só a Rita é que passa fome”. O M. foi instruído para ser duro comigo e não me deixar inventar desculpas para comer bolachas, ou mais pão com manteiga.
A sonda
Hoje ouvimos o galope pela mão do M. A médica passou-lhe a sonda para a mão e ele procurou o bater do coração do bebé. Primeiro brincou um bocadinho às escondidas com o pai, mas depois deixou-se ouvir e ficámos a ouvir e a sorrir.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
18 semanas. A espera
Três semanas é muito tempo para uma mulher ansiosa-grávida-depois-dos-35. Isto, mais o estrogéneo, o medo de engordar demasiado e algumas contrariedades no trabalho, põem-me à beira de um ataque de nervos. O que, nos momentos bons, tem um toque de Almodovar e leva-me a pintar as unhas, andar de saltos e vestidos esvoaçantes.
Falta ainda uma semana para saber o resultado. Se houver problemas, é uma m…., já disse a toda a gente, a barriga já se nota, tenho um mini-enxoval a crescer no guarda-roupa. Se não houver problemas, é sinal verde para a bricolage, para as compras, para mim e para o bebé, para a casa. E será tempo de listas – do que vou pedir emprestado, a quem pedir ofertas, o que vamos comprar. Como se vê, a lista do lado positivo é Maios, mas é só para começar a executar depois dos resultados. Figas.
Falta ainda uma semana para saber o resultado. Se houver problemas, é uma m…., já disse a toda a gente, a barriga já se nota, tenho um mini-enxoval a crescer no guarda-roupa. Se não houver problemas, é sinal verde para a bricolage, para as compras, para mim e para o bebé, para a casa. E será tempo de listas – do que vou pedir emprestado, a quem pedir ofertas, o que vamos comprar. Como se vê, a lista do lado positivo é Maios, mas é só para começar a executar depois dos resultados. Figas.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
3 dias de repouso e mais uns pózinhos
A amniocentese requer três dias de repouso, não deve fazer esforços. Claro que repousar e não fazer esforços são coisas muito relativas. E depois uns dizem umas coisas, outros dizem outras, e eu entendi que deveria ficar em casa três dias, levantando-me e sentando-me, sem me pôr a lavar loiças nem cozinhar, mas pronto, também ficar parada parada pareceu-me demais. Estava a sentir-me bem, por isso...
Assim fiz, cheguei a casa e sentei-me, passei o dia a ver TV, fiz uma sesta. Dia seguinte, sinto-me tão bem qual é o problema de ir fazendo isto ou aquilo e hoje não preciso de dormir seste.
Chego à noite do segundo dia de repouso e começo a verter líquido. Não sei se amniótico ou não. Sei que cheirava doutra maneira e era mais abundante do que o comum molhar as cuecas a que me venho habituando no último mês. Parecia que estava a fazer chichi devagarinho. Fui para a cama e ainda continuou por um bocadinho. Depois parou. Resultado: fiquei mais dois dias em vez de mais um a repousar. No 3º dia de repouso fiz repouso completo e no 4º um repouso parcial, fazendo pequenas coisas.
Resumindo, devia ter mesmo seguido o conselho da enfermeira no Hospital de Cascais: "sabe quando estamos de gripe, só apetece estar na cama? é assim que deve estar, deitada, estendida no sofá, sem fazer tarefas domésticas".
A minha mãe nestes dias foi um apoio incondicional. Veio para a minha casa, fez-me de comer, passámos o tempo a conversar e a ver TV, a embirrar às vezes como é suposto :) e espero que ela venha mais vezes, de preferência sem eu estar de baixa, mas com tempo, para darmos umas voltinhas.
Espantoso como apesar de estar o tempo todo em casa sem me cansar, dormi tanto! se me deitava para uma sesta dormia. À noite, dormi sempre como se tivesse tido um longo dia de trabalho! Acho que andava a fazer-me falta o repouso, com ou sem exame.
Faltam duas semanas e três dias para saber o resultado das análises. Esse tempo é que custa a passar, e há que desviar o pensamento dos medos entretanto.
Assim fiz, cheguei a casa e sentei-me, passei o dia a ver TV, fiz uma sesta. Dia seguinte, sinto-me tão bem qual é o problema de ir fazendo isto ou aquilo e hoje não preciso de dormir seste.
Chego à noite do segundo dia de repouso e começo a verter líquido. Não sei se amniótico ou não. Sei que cheirava doutra maneira e era mais abundante do que o comum molhar as cuecas a que me venho habituando no último mês. Parecia que estava a fazer chichi devagarinho. Fui para a cama e ainda continuou por um bocadinho. Depois parou. Resultado: fiquei mais dois dias em vez de mais um a repousar. No 3º dia de repouso fiz repouso completo e no 4º um repouso parcial, fazendo pequenas coisas.
Resumindo, devia ter mesmo seguido o conselho da enfermeira no Hospital de Cascais: "sabe quando estamos de gripe, só apetece estar na cama? é assim que deve estar, deitada, estendida no sofá, sem fazer tarefas domésticas".
A minha mãe nestes dias foi um apoio incondicional. Veio para a minha casa, fez-me de comer, passámos o tempo a conversar e a ver TV, a embirrar às vezes como é suposto :) e espero que ela venha mais vezes, de preferência sem eu estar de baixa, mas com tempo, para darmos umas voltinhas.
Espantoso como apesar de estar o tempo todo em casa sem me cansar, dormi tanto! se me deitava para uma sesta dormia. À noite, dormi sempre como se tivesse tido um longo dia de trabalho! Acho que andava a fazer-me falta o repouso, com ou sem exame.
Faltam duas semanas e três dias para saber o resultado das análises. Esse tempo é que custa a passar, e há que desviar o pensamento dos medos entretanto.
It's a boy!!!
estava a médica a fazer a mini ecografia final da amniocentese para ver se o bebé reagira bem ao exame invasivo e vai o m. e pergunta: e o sexo, já se vê? e a médica, não era bem para ver o sexo, mas põe-se à procura. não demorou muito a perguntar o que queríamos nós, e nós a dizer, desde que esteja tudo bem, e ela, parece que temos aqui um menino.
saber se é menino ou menina é uma grande alegria, realmente. tudo se torna mais real. até comecei a sentir mais tremores de terra. já tinha falado nos tremores de terra? parece que às vezes só eu é que sinto que há um tremor de terra. claro que não há tremor de terra nenhum. é uma coisa a tremer dentro da barriga, uma sensação única e linda. os "tremores de terra" são mais nítidos se eu como e a seguir vou-me esticar no sofá por exemplo.
secretamente, cada um de nós tinha uma ligeira preferência por uma menina. o m. de certeza, pois já tem dois; e eu por solidariedade, também já queria, até porque ao ver as lojas de roupa, o beicinho com a roupa de menina aumenta! mas um menino é o melhor do mundo. pode não haver as roupas tão giras, mas põe os pais a imaginar como já não imaginavam desde crianças. estou muito feliz e só não estou ainda a dançar por causa do exame e do repouso... quando era mais nova queria ter uma menina. depois desde o meu sobrinho e do contacto com os filhos do miguel que quero ter um menino et voilà!
saber se é menino ou menina é uma grande alegria, realmente. tudo se torna mais real. até comecei a sentir mais tremores de terra. já tinha falado nos tremores de terra? parece que às vezes só eu é que sinto que há um tremor de terra. claro que não há tremor de terra nenhum. é uma coisa a tremer dentro da barriga, uma sensação única e linda. os "tremores de terra" são mais nítidos se eu como e a seguir vou-me esticar no sofá por exemplo.
secretamente, cada um de nós tinha uma ligeira preferência por uma menina. o m. de certeza, pois já tem dois; e eu por solidariedade, também já queria, até porque ao ver as lojas de roupa, o beicinho com a roupa de menina aumenta! mas um menino é o melhor do mundo. pode não haver as roupas tão giras, mas põe os pais a imaginar como já não imaginavam desde crianças. estou muito feliz e só não estou ainda a dançar por causa do exame e do repouso... quando era mais nova queria ter uma menina. depois desde o meu sobrinho e do contacto com os filhos do miguel que quero ter um menino et voilà!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
16 semanas - a amniocentese
Chegou o dia do medo maior parte 1 (o que quer dizer que vem uma parte 2, mais violenta). a parte 1 é o exame em si. a parte 2 traz mais ansiedade. três semanas à espera do resultado.
O exame correu bem. A médica era muito simpática, e atenciosa, e as enfermeiras presentes também. Pequena ansiedade pois estavam a preparar-se para uma enfermeira fazer a retirada de líquido pela primeira vez, mas a médica deu-lhe um vaipe de lucidez e disse que desta vez ela só ficava a ver.
Procedimento:
primeiro deitam-me numa marquesa. A médica observa através de ecografia os locais onde há mais espaço para retirar o líquido sem perigo para o bebé;
a seguir esterilizam a barriga - isto leva algum tempo. Depois a médica explicou (por causa da enfermeira estagiária presente) como seria: primeiro tira-se x e depois x (acho que é para análises diferentes e não me lembro das quantidades, é melhor assim, pareceu-me bastante). ouvi, talvez tenha ouvido mal, que a agulha era gigante - 2milímetros);
a seguir faz-se a incisão, calmamente. A médica pediu-me para respirar normalmente e "não quero que contraia" - easy to say, mas lá me portei bem;
esta parte é muito desagradável. passamos três meses e meio a proteger a barriga - com roupas confortáveis, cremes e festinhas, e depois entra uma agulha enorme por ali adentro, a retirar líquido amniótico, o alimento do meu bebé!! mas atenção, dói, mas não dói muito. como diz e bem num dos 6 livros de grávidas que já tenho, basta beliscar a pele da barriga para ver como não dói tanto como noutros sítios mais sensíveis como os muito mais picados braços;
finalmente deixam entrar o pai (não deixam sempre mas tivemos sorte), que aproveita para ver a mini ecografia final para verificar se o bebé está bem depois da primeira invasão do seu território.
e esta parte continua no post seguinte...
O exame correu bem. A médica era muito simpática, e atenciosa, e as enfermeiras presentes também. Pequena ansiedade pois estavam a preparar-se para uma enfermeira fazer a retirada de líquido pela primeira vez, mas a médica deu-lhe um vaipe de lucidez e disse que desta vez ela só ficava a ver.
Procedimento:
primeiro deitam-me numa marquesa. A médica observa através de ecografia os locais onde há mais espaço para retirar o líquido sem perigo para o bebé;
a seguir esterilizam a barriga - isto leva algum tempo. Depois a médica explicou (por causa da enfermeira estagiária presente) como seria: primeiro tira-se x e depois x (acho que é para análises diferentes e não me lembro das quantidades, é melhor assim, pareceu-me bastante). ouvi, talvez tenha ouvido mal, que a agulha era gigante - 2milímetros);
a seguir faz-se a incisão, calmamente. A médica pediu-me para respirar normalmente e "não quero que contraia" - easy to say, mas lá me portei bem;
esta parte é muito desagradável. passamos três meses e meio a proteger a barriga - com roupas confortáveis, cremes e festinhas, e depois entra uma agulha enorme por ali adentro, a retirar líquido amniótico, o alimento do meu bebé!! mas atenção, dói, mas não dói muito. como diz e bem num dos 6 livros de grávidas que já tenho, basta beliscar a pele da barriga para ver como não dói tanto como noutros sítios mais sensíveis como os muito mais picados braços;
finalmente deixam entrar o pai (não deixam sempre mas tivemos sorte), que aproveita para ver a mini ecografia final para verificar se o bebé está bem depois da primeira invasão do seu território.
e esta parte continua no post seguinte...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
14 semanas e um dia - o coração, finalmente
(afinal tenho menos 3 dias do que pensava. assim a nova data prevista passa para dia 17 de julho).
Entre ontem e hoje, 2 consultas. A de ontem, no Hospital de Cascais, para marcar a amniocentese; a de hoje, de rotina, no centro de saúde.
Tivemos mais dois sermões sobre a amniocentese, pela enfermeira e pela médica no Hospital de Cascais. Ficámos mesmo com a impressão de que a médica que nos atendeu deve ser pró-vida. Basicamente, fez-nos argumentar sobre a nossa decisão, como se esta tivesse sido fácil de tomar. Cá vão os argumentos: 1. tenho mais de 35 (vários médicos indicam essa idade como a partir da qual é aconselhável fazer este exame); 2. a ex do M. apanhou um valente susto na 2ª gravidez, com os exames especiais ao sangue que se fazem para ver as hipóteses de mal formações, e depois teve de fazer amniocentese na mesma; 3. eu sou um "bocadinho" ansiosa e, independentemente de posteriores decisões, sobre o que fazer com possíveis informações menos pretendidas (i.e., na hipóetese de mal formação), gosto de me preparar antes. E os argumentos anteriores também colaboram para o 3º.
A amniocentese ficou marcada para daqui a 2 semanas.
Muito melhor foi a consulta de hoje: afinal só engordei um quilo e meio, mas tenho mesmo de ter cuidado (estou sempre a arranjar desculpas para comer grandes quantidades de pão com manteiga e bolachas). Pedi para me darem uma dieta, pelo menos é uma indicação para não exagerar nos hidratos. Claro que neste momento estou a comer um brownie mas pronto, foi um deslize depois de um jantar de um hamburger grelhado só com espinafres.
A médica pôs-me a sonda na barriga (igual às das ecografias, mas sem imagem, só com som) para procurar os batimentos cardíacos do bebé. Et voilá: primeiro ouviu-se a mãe (pensei logo que era o bebé, mas não podia ser, eram batimentos epsaçados); depois procurou melhor e ouviu-se o cordão (o cordão também se ouve, não é espantoso?), e, mais uma busca e "agora é o bebé" - ouvia-se um galope num planeta estranho ou numa frequência de rádio AM. A correr depressa num espaço amplo, calmo. Tenho um bebé na barriga! Uma imagem vale por mil palavras, mas os sons são mágicos.
Entre ontem e hoje, 2 consultas. A de ontem, no Hospital de Cascais, para marcar a amniocentese; a de hoje, de rotina, no centro de saúde.
Tivemos mais dois sermões sobre a amniocentese, pela enfermeira e pela médica no Hospital de Cascais. Ficámos mesmo com a impressão de que a médica que nos atendeu deve ser pró-vida. Basicamente, fez-nos argumentar sobre a nossa decisão, como se esta tivesse sido fácil de tomar. Cá vão os argumentos: 1. tenho mais de 35 (vários médicos indicam essa idade como a partir da qual é aconselhável fazer este exame); 2. a ex do M. apanhou um valente susto na 2ª gravidez, com os exames especiais ao sangue que se fazem para ver as hipóteses de mal formações, e depois teve de fazer amniocentese na mesma; 3. eu sou um "bocadinho" ansiosa e, independentemente de posteriores decisões, sobre o que fazer com possíveis informações menos pretendidas (i.e., na hipóetese de mal formação), gosto de me preparar antes. E os argumentos anteriores também colaboram para o 3º.
A amniocentese ficou marcada para daqui a 2 semanas.
Muito melhor foi a consulta de hoje: afinal só engordei um quilo e meio, mas tenho mesmo de ter cuidado (estou sempre a arranjar desculpas para comer grandes quantidades de pão com manteiga e bolachas). Pedi para me darem uma dieta, pelo menos é uma indicação para não exagerar nos hidratos. Claro que neste momento estou a comer um brownie mas pronto, foi um deslize depois de um jantar de um hamburger grelhado só com espinafres.
A médica pôs-me a sonda na barriga (igual às das ecografias, mas sem imagem, só com som) para procurar os batimentos cardíacos do bebé. Et voilá: primeiro ouviu-se a mãe (pensei logo que era o bebé, mas não podia ser, eram batimentos epsaçados); depois procurou melhor e ouviu-se o cordão (o cordão também se ouve, não é espantoso?), e, mais uma busca e "agora é o bebé" - ouvia-se um galope num planeta estranho ou numa frequência de rádio AM. A correr depressa num espaço amplo, calmo. Tenho um bebé na barriga! Uma imagem vale por mil palavras, mas os sons são mágicos.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
13 semanas e 5 dias
Acho que estou a engordar demasiado, mas tenho medo de me pesar. Consigo ter alguns cuidados, como beber bastante água e fazer lanches durante o dia minimamente saudáveis (evitando bolos) mas depois não resisto a batatas fritas, gelados (no pino do inverno), hidratos de carbono em geral.
Ontem senti uma correntezinha eléctrica na barriga. Pelo que percebi dis livros, estas são as primeiras coisas que se sentem do bebé a mexer-se. Estou muito consciente de cada dia e até me esqueço que estou só com 13 semanas, parece que estou com mais.
Yoga para grávidas
Há dias experimentei uma aula de Yoga para grávidas, no Centro Pré e Pós-Parto, com a professora Mariana Ferreira. Respirar como deve ser é bom. E esticar um bocadinho também. Estamos lá grávidas das 13 às 30 e tal semanas.
A professora utilizou imagens bonitas para fazer os exercícios. dizia: apanhem as flores e atirem as flores ao ar; estão a cozinhar num grande caldeirão e têm de mexer bem a sopa. com as emoções à flor da pele, fiquei logo com a lágrima ao canto do olho quando ela disse, sintam o bebé, falem com o bebé, respirem com o bebé.
Antes do relaxamento dizemos umas respirações parecidas com as que se treinam para o parto (imagino eu) no fim da respiração, tínhamos de soltar um aaaahhh, com a língua de fora e os olhos bem abertos, virados para cima, como a deusa Kali. É a "cara do leão", mais uma bela imagem.
O melhor de tudo é que as aulas não são excessivamente caras e é na Rotunda de Entrecampos, a 5 minutos do ISCTE.
Ontem senti uma correntezinha eléctrica na barriga. Pelo que percebi dis livros, estas são as primeiras coisas que se sentem do bebé a mexer-se. Estou muito consciente de cada dia e até me esqueço que estou só com 13 semanas, parece que estou com mais.
Yoga para grávidas
Há dias experimentei uma aula de Yoga para grávidas, no Centro Pré e Pós-Parto, com a professora Mariana Ferreira. Respirar como deve ser é bom. E esticar um bocadinho também. Estamos lá grávidas das 13 às 30 e tal semanas.
A professora utilizou imagens bonitas para fazer os exercícios. dizia: apanhem as flores e atirem as flores ao ar; estão a cozinhar num grande caldeirão e têm de mexer bem a sopa. com as emoções à flor da pele, fiquei logo com a lágrima ao canto do olho quando ela disse, sintam o bebé, falem com o bebé, respirem com o bebé.
Antes do relaxamento dizemos umas respirações parecidas com as que se treinam para o parto (imagino eu) no fim da respiração, tínhamos de soltar um aaaahhh, com a língua de fora e os olhos bem abertos, virados para cima, como a deusa Kali. É a "cara do leão", mais uma bela imagem.
O melhor de tudo é que as aulas não são excessivamente caras e é na Rotunda de Entrecampos, a 5 minutos do ISCTE.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Primeira Ecografia
doze semanas e dois dias
o mais importante: está tudo bem. o médico viu que tinha o comprimento da coluna devido, que tinha osso do nariz, que está no percêntil 50 e que tem 6,5 cm. e que não tem mal formações aparentes.
mas o médico que me atendeu é a pessoa mais antipática do mundo. nisto não falam os livros, de que podemos encontrar profissionais de saúde antipáticos, porque quem escreve os livros são pessoas simpáticas que percebem que as pessoas precisam saber coisas.
talvez assim fique preparada caso me calhe uma equipa antipática no trabalho de parto...
demorei meia hora, depois de sair da clínica, para consciencializar positivamente tudo aquilo. tenho um bebé a crescer na barriga!! eu! como é possível? fomos nós os dois, eu e o M., que fizemos acontecer, e está a crescer, com ou sem ecografias, na dele, a buscar nutrientes como tem de ser. E mexe as pernas, viu o miguel. Não ouvi o coração (CONHECEM ALGUÉM QUE NÃO TENHA OUVIDO O CORAÇÃO DO BEBÉ NA PRIMEIRA ECOGRAFIA?!) mas bate a 150/minuto, vem na descrição do exame.
o meu coração também está diferente, está um ser humano na minha barriga a crescer, um dos seres vivos mais complexos da natureza toda. O único primata humano que sobreviveu à evolução das espécies. São mil pensamentos que vêm das informações prévias que tenho, e uma emoção nova que ainda não sei explicar e que cresce como o... como lhe chamar? já não consigo chamar feijão nem tangerina, por causa do tamanho, como antes, agora tem quase 7 cm, talvez uma pequena pêra de verão, ou uma batata nova, qualquer coisa que tenha a ver com terra, que só me ocorrem coisas na natureza como se fosse tudo espontâneo. ah, encontrei um nome poético, e dá para menino ou menina, é um bolbo de túlipa. ou simplesmente, tenho um bebé a crescer na barriga. ainda não queria chamar-lhe bebé, porque ainda falta a amniocentese e outras coisas que dão mais certezas de estar tudo bem, mas eu vi, eu vi, é um bebé a crescer na minha barriga!
o mais importante: está tudo bem. o médico viu que tinha o comprimento da coluna devido, que tinha osso do nariz, que está no percêntil 50 e que tem 6,5 cm. e que não tem mal formações aparentes.
mas o médico que me atendeu é a pessoa mais antipática do mundo. nisto não falam os livros, de que podemos encontrar profissionais de saúde antipáticos, porque quem escreve os livros são pessoas simpáticas que percebem que as pessoas precisam saber coisas.
talvez assim fique preparada caso me calhe uma equipa antipática no trabalho de parto...
demorei meia hora, depois de sair da clínica, para consciencializar positivamente tudo aquilo. tenho um bebé a crescer na barriga!! eu! como é possível? fomos nós os dois, eu e o M., que fizemos acontecer, e está a crescer, com ou sem ecografias, na dele, a buscar nutrientes como tem de ser. E mexe as pernas, viu o miguel. Não ouvi o coração (CONHECEM ALGUÉM QUE NÃO TENHA OUVIDO O CORAÇÃO DO BEBÉ NA PRIMEIRA ECOGRAFIA?!) mas bate a 150/minuto, vem na descrição do exame.
o meu coração também está diferente, está um ser humano na minha barriga a crescer, um dos seres vivos mais complexos da natureza toda. O único primata humano que sobreviveu à evolução das espécies. São mil pensamentos que vêm das informações prévias que tenho, e uma emoção nova que ainda não sei explicar e que cresce como o... como lhe chamar? já não consigo chamar feijão nem tangerina, por causa do tamanho, como antes, agora tem quase 7 cm, talvez uma pequena pêra de verão, ou uma batata nova, qualquer coisa que tenha a ver com terra, que só me ocorrem coisas na natureza como se fosse tudo espontâneo. ah, encontrei um nome poético, e dá para menino ou menina, é um bolbo de túlipa. ou simplesmente, tenho um bebé a crescer na barriga. ainda não queria chamar-lhe bebé, porque ainda falta a amniocentese e outras coisas que dão mais certezas de estar tudo bem, mas eu vi, eu vi, é um bebé a crescer na minha barriga!
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