doze semanas e dois dias
o mais importante: está tudo bem. o médico viu que tinha o comprimento da coluna devido, que tinha osso do nariz, que está no percêntil 50 e que tem 6,5 cm. e que não tem mal formações aparentes.
mas o médico que me atendeu é a pessoa mais antipática do mundo. nisto não falam os livros, de que podemos encontrar profissionais de saúde antipáticos, porque quem escreve os livros são pessoas simpáticas que percebem que as pessoas precisam saber coisas.
talvez assim fique preparada caso me calhe uma equipa antipática no trabalho de parto...
demorei meia hora, depois de sair da clínica, para consciencializar positivamente tudo aquilo. tenho um bebé a crescer na barriga!! eu! como é possível? fomos nós os dois, eu e o M., que fizemos acontecer, e está a crescer, com ou sem ecografias, na dele, a buscar nutrientes como tem de ser. E mexe as pernas, viu o miguel. Não ouvi o coração (CONHECEM ALGUÉM QUE NÃO TENHA OUVIDO O CORAÇÃO DO BEBÉ NA PRIMEIRA ECOGRAFIA?!) mas bate a 150/minuto, vem na descrição do exame.
o meu coração também está diferente, está um ser humano na minha barriga a crescer, um dos seres vivos mais complexos da natureza toda. O único primata humano que sobreviveu à evolução das espécies. São mil pensamentos que vêm das informações prévias que tenho, e uma emoção nova que ainda não sei explicar e que cresce como o... como lhe chamar? já não consigo chamar feijão nem tangerina, por causa do tamanho, como antes, agora tem quase 7 cm, talvez uma pequena pêra de verão, ou uma batata nova, qualquer coisa que tenha a ver com terra, que só me ocorrem coisas na natureza como se fosse tudo espontâneo. ah, encontrei um nome poético, e dá para menino ou menina, é um bolbo de túlipa. ou simplesmente, tenho um bebé a crescer na barriga. ainda não queria chamar-lhe bebé, porque ainda falta a amniocentese e outras coisas que dão mais certezas de estar tudo bem, mas eu vi, eu vi, é um bebé a crescer na minha barriga!
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