quarta-feira, 16 de maio de 2012

31 semanas e um dia

Nota-se pelos movimentos que o bebé tem agora os ossos mais rijos; cada movimento é agora um senhor movimento. O João está a crescer e começou a countdown para a ecografia das 32 semanas. Tenho agora os pés e as mãos inchadas. Não é muito, mas é uma frustração. Passei a gravidez toda a gastar balúrdios em meias de descanso, para vir o calor de repente e fico com uns pés "Flinstones". Mezinhas: água fria quando chego a casa, pés para cima o mais possível, continuar a usar meias de descanso apesar de estarem 30 graus, água, água, água, mexer os pés e as pernas.

O meu cérebro está cada vez mais programado para a maternidade. Tudo no trabalho me parece inútil e inócuo; ao contrário, coisas como alcofas, conjuntos de lençóis para alcofas, fraldas de pano, banheiras para bebés, almofadas e protecções, termómetros, ocupam-me a cabeça - onde comprar, quando comprar, agendar deslocações para conseguir o que me falta, limpar, lavar, dobrar roupa, isso sim, é importante, imprescindível! Contenho-me ao máximo para não chatear os colegas com a pré-maternidade, é mesmo a única coisa que me apetece falar. No entanto, há um lado de "deixar as coisas resolvidas" que me ocupa também o tempo. Assim, mesmo sem disponibilidade mental, noto que estou a trabalhar como sempre, até mais um bocadinho, para deixar "tudo feito" para poder estar 4 meses sem olhar para o trabalho. Mesmo assim há coisas que ficam de lado, porque a energia já não é a mesma. Às vezes saio tarde do trabalho, cheia de complexos de culpa porque ainda me dá um parto pré-termo, mas a cada tarefa cumprida, há outra que tenho de prescindir, porque não dá para tudo. Uma verdadeira política pela maternidade daria tempo antes e depois do parto. Tipo dois meses antes do parto. Era o ideal. É que não é pouco o trabalho que se tem, mesmo sendo um trabalho cheio de vontade, para organizar o ninho.

Sem comentários:

Enviar um comentário