workshop de nutrição
ontem fui a um workshop de nutrição. fiquei assustada por saber que a amamentar ainda temos mais fome do que durante a gravidez - será possível? além das coisas que toda a gente sabe mas "gulosa não cumpre" a formadora referiu que a depressão pós-parto pode estar associada à má alimentação. Porque precisamos de mais nutrientes e coisas como o ómega 3 e as vitaminas do complexo B vão-se num instantinho, elas que são essenciais para manter o bom humor.
a tónica do workshop era sobre a carga glicémica, para chamar a atenção dos alimentos com excesso de açúcar, onde menos se espera, que nos levam a picos de açúcar altos mas que rapidamente provocam fome outra vez. as farinhas brancas são o piorzinho de tudo (ai o pão alentejano!!!) a parte boa, para quem adora fruta, foi a desconstrução de que a fruta engorda e que há frutas com muito açúcar. tal como pensava, é sempre melhor comer frutas "gordas" como as uvas, os figos, as bananas e melões, do que pãozinho com manteiga. é que a fruta sacia sempre mais.
o lado direito da barriga
o bebé está quase sempre quase todo do lado direito da barriga. faz um alto enorme, e pressão para cima e para trás. já lhe disse que a saída não é por ali, mas dá ideia de que gosta mesmo daquele cantinho. se calhar está a afastar-se do estômago, sempre ocupado, ora com comida ora com águinha...
uma horinha pequena
ultimamente tenho ouvido muito esta expressão - são os votos para que o parto seja rápido, fácil e bem sucedido. não sei donde surgiu, mas é uma expressão que demonstra bem que o parto é o ritual culminar do rito de passagem que é a gravidez e realmente é o que tem sido - um conjunto de rituais que tenho cumprido - reunir informação, fazer o curso de preparação, ginástica adequada, fazer o cantinho do bebé, conversar com outras mulheres que passaram pelo mesmo, temer o rito principal. a maior parte das outras mulheres, ao falar do parto, fazem o enfoque nos momentos difíceis, aumentando a pressão sobre o momento, tal como noutros ritos de passagem. a gravidez e o parto são uma espécie de área reservada, como os ritos de passagem para a idade adulta dos rapazes em tantas partes do mundo. também quero uma horinha pequena. o desconhecido provoca-me ansiedade, por muito que tenha aprendido alguns truques; mas o resultado, a mudança de vida para sempre, uma nova vida na nossa vida, não poderia implicar menos do que sentimentos enormes e expectantes até à hora do nascimento.
mesmo depois dos 35 muitas vezes digo sobre sonhos que tenha, "quando for grande..." agora em fase pré-mamã estou mesmo a completar uma fase importante de crescimento. a gravidez leva-me a juntar ao mar de grávidas que precisam de escrever qualquer coisa com alguma regularidade.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
32 semanas
32 semanas ou... faltam 8 semanas! fizemos a ecografia do 3º trimestre. o bebé está de cabeça para baixo, mas a médica avisou logo que o bebé, se tiver espaço, pode virar-se até ao último dia. por isso não há certezas se estará posicionado para um parto natural ou para uma cesariana. mais um imponderável, porque por mais livros que leia e por mais cursos que faça, ter um bebé não é uma ciência exacta.
Tem 1,882 kg, um tamanho normal, o líquido amniótico está normal, a placenta é posterior, tudo ok. Uff! marcámos outra ecografia para as 35 semanas pois a consulta no hospital é só às 38, para fazer o CTG e ver como está. basicamente, com análises e mais duas consultas na médica de saúde materna, vou andar em médicos uma média de uma vez por semana.
Os manos têm cada vez mais curiosidade. Gostam de pôr a mão na barriga para ver se sentem os movimentos do bebé. O bebé por seu lado o que gosta mais de fazer é de se mexer muito e, quando alguém toca, pára. É uma forma de reagir, mas é chato para quem quer sentir os pontapés. A espertina de madrugada continua e hoje foi das 4h às 6h. ouvi os primeiros pios das andorinhas e dos pombos. vi a luz da noite transformar-se na luz do dia, mas antes disso só se via noite. fui à casa de banho duas vezes. respirei profundamente. nada. tomei o pequeno almoço às 6 da manhã, tive sintomas de insónia persistente a seguir que é despertar quando se está mesmo quase a adormecer, e depois lá adormeci, agarrada ao M. com a barriga encostada a ele e o bebé a mexer-se para o pai sentir.
Os manos têm cada vez mais curiosidade. Gostam de pôr a mão na barriga para ver se sentem os movimentos do bebé. O bebé por seu lado o que gosta mais de fazer é de se mexer muito e, quando alguém toca, pára. É uma forma de reagir, mas é chato para quem quer sentir os pontapés. A espertina de madrugada continua e hoje foi das 4h às 6h. ouvi os primeiros pios das andorinhas e dos pombos. vi a luz da noite transformar-se na luz do dia, mas antes disso só se via noite. fui à casa de banho duas vezes. respirei profundamente. nada. tomei o pequeno almoço às 6 da manhã, tive sintomas de insónia persistente a seguir que é despertar quando se está mesmo quase a adormecer, e depois lá adormeci, agarrada ao M. com a barriga encostada a ele e o bebé a mexer-se para o pai sentir.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
31 semanas e um dia
Nota-se pelos movimentos que o bebé tem agora os ossos mais rijos; cada movimento é agora um senhor movimento. O João está a crescer e começou a countdown para a ecografia das 32 semanas.
Tenho agora os pés e as mãos inchadas. Não é muito, mas é uma frustração. Passei a gravidez toda a gastar balúrdios em meias de descanso, para vir o calor de repente e fico com uns pés "Flinstones". Mezinhas: água fria quando chego a casa, pés para cima o mais possível, continuar a usar meias de descanso apesar de estarem 30 graus, água, água, água, mexer os pés e as pernas.
O meu cérebro está cada vez mais programado para a maternidade. Tudo no trabalho me parece inútil e inócuo; ao contrário, coisas como alcofas, conjuntos de lençóis para alcofas, fraldas de pano, banheiras para bebés, almofadas e protecções, termómetros, ocupam-me a cabeça - onde comprar, quando comprar, agendar deslocações para conseguir o que me falta, limpar, lavar, dobrar roupa, isso sim, é importante, imprescindível! Contenho-me ao máximo para não chatear os colegas com a pré-maternidade, é mesmo a única coisa que me apetece falar. No entanto, há um lado de "deixar as coisas resolvidas" que me ocupa também o tempo. Assim, mesmo sem disponibilidade mental, noto que estou a trabalhar como sempre, até mais um bocadinho, para deixar "tudo feito" para poder estar 4 meses sem olhar para o trabalho. Mesmo assim há coisas que ficam de lado, porque a energia já não é a mesma. Às vezes saio tarde do trabalho, cheia de complexos de culpa porque ainda me dá um parto pré-termo, mas a cada tarefa cumprida, há outra que tenho de prescindir, porque não dá para tudo. Uma verdadeira política pela maternidade daria tempo antes e depois do parto. Tipo dois meses antes do parto. Era o ideal. É que não é pouco o trabalho que se tem, mesmo sendo um trabalho cheio de vontade, para organizar o ninho.
O meu cérebro está cada vez mais programado para a maternidade. Tudo no trabalho me parece inútil e inócuo; ao contrário, coisas como alcofas, conjuntos de lençóis para alcofas, fraldas de pano, banheiras para bebés, almofadas e protecções, termómetros, ocupam-me a cabeça - onde comprar, quando comprar, agendar deslocações para conseguir o que me falta, limpar, lavar, dobrar roupa, isso sim, é importante, imprescindível! Contenho-me ao máximo para não chatear os colegas com a pré-maternidade, é mesmo a única coisa que me apetece falar. No entanto, há um lado de "deixar as coisas resolvidas" que me ocupa também o tempo. Assim, mesmo sem disponibilidade mental, noto que estou a trabalhar como sempre, até mais um bocadinho, para deixar "tudo feito" para poder estar 4 meses sem olhar para o trabalho. Mesmo assim há coisas que ficam de lado, porque a energia já não é a mesma. Às vezes saio tarde do trabalho, cheia de complexos de culpa porque ainda me dá um parto pré-termo, mas a cada tarefa cumprida, há outra que tenho de prescindir, porque não dá para tudo. Uma verdadeira política pela maternidade daria tempo antes e depois do parto. Tipo dois meses antes do parto. Era o ideal. É que não é pouco o trabalho que se tem, mesmo sendo um trabalho cheio de vontade, para organizar o ninho.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
quase 30 semanas
Lavoisier e algumas coisas novas reutilizáveis
Além das amigas que já foram mães e que generosamente me têm dado, emprestado, cedido, utensílios, vestuário e parafernália da puericultura, as vendas na net em segunda mão e a loja Kid to Kid são dois achados no mundo das pré-mamãs. E falta uma coisa muito importante, a avó, grande patrocinadora oficial das coisas boas e bonitas para não ser tudo em segunda mão.
Mas vamos à segunda mão. Este fim de semana comprei uma alcofa e um esterilizador de biberões para ir ao micro-ondas, tudo por 34 euros. A alcofa foi 20 euros, praticamente nova, e ainda veio com um suporte, mais velhinho, mas estável e cabe na perfeição ao lado da cama, e o esterilizador foi 14 euros. A alcofa fomos buscá-la à Moita e o esterilizador a Massamá. Foi só mandar um email no site de vendas para a pessoa que estava a vender. Responderam logo, deram número de telefone e foi só marcar num ponto de referência perto de suas casas. Impecavelzinho :)
Assim, sinto que faço parte de uma cadeia um pouco mais ecológica do que tudo novo. É tanto plástico, tanto metal, tanto tecido... A pegada do meu filho neste mundo pode ser mais limpa do que poluidora, pelo menos em parte.
A outra parte são as compras de coisinhas novas e lindas. O que comprei no sábado, tudo muito útil e importante ;) - uma camisa de dormir e um roupão, para levar para a maternidade, branco, lindo; - uma protecção para o bebé não se virar na cama, com almofadas de lado e uma altura para a cabeça; - uma linha de higiene para bebé, Uriage, com: gel e shampô, creme de rosto, creme para o corpo, primeira água (nem sabia que existia), toalhetas; - um babygrow lindo, um gorro, uma fralda com um J de João; - uma fralda ecológica e um pack de fraldas reutilizáveis, dá para bebés dos 3,5 aos 16 Kg; - um conjunto para a alcofa e uma protecção de alcofa para os xixis.
A mala do hospital está quase pronta:
Bebé:
• Shampô e gel duche
• Escova e pasta de dentes
• Escova do cabelo
• Outros: Pensos higiénicos Ok Toalha de banho Ok
Pai:
Mas vamos à segunda mão. Este fim de semana comprei uma alcofa e um esterilizador de biberões para ir ao micro-ondas, tudo por 34 euros. A alcofa foi 20 euros, praticamente nova, e ainda veio com um suporte, mais velhinho, mas estável e cabe na perfeição ao lado da cama, e o esterilizador foi 14 euros. A alcofa fomos buscá-la à Moita e o esterilizador a Massamá. Foi só mandar um email no site de vendas para a pessoa que estava a vender. Responderam logo, deram número de telefone e foi só marcar num ponto de referência perto de suas casas. Impecavelzinho :)
Assim, sinto que faço parte de uma cadeia um pouco mais ecológica do que tudo novo. É tanto plástico, tanto metal, tanto tecido... A pegada do meu filho neste mundo pode ser mais limpa do que poluidora, pelo menos em parte.
A outra parte são as compras de coisinhas novas e lindas. O que comprei no sábado, tudo muito útil e importante ;) - uma camisa de dormir e um roupão, para levar para a maternidade, branco, lindo; - uma protecção para o bebé não se virar na cama, com almofadas de lado e uma altura para a cabeça; - uma linha de higiene para bebé, Uriage, com: gel e shampô, creme de rosto, creme para o corpo, primeira água (nem sabia que existia), toalhetas; - um babygrow lindo, um gorro, uma fralda com um J de João; - uma fralda ecológica e um pack de fraldas reutilizáveis, dá para bebés dos 3,5 aos 16 Kg; - um conjunto para a alcofa e uma protecção de alcofa para os xixis.
A mala do hospital está quase pronta:
Bebé:
- 3 a 4 mudas de roupa completas:
- 3 babygrows Ok
- 3 bodies Ok
- 3 calças interiorires Ok
- 2 casacos Ok
- 2 gorros - tenho 1
- 2 fraldas de pano Ok
- Fraldas Ok
- Toalhitas Ok
- Mantinha Ok
- Toalha de banho do bebé Ok
- 2 a 3 camisas de dormir abertas à frente Ok
- Robe Ok
- 2 a 3 soutiens de amamentação e discos de amamentação Ok
- Cuecas confortáveis ou descartáveis Ok
- Chinelos de quarto Chinelos de duche Ok
- Roupa para regressar a casa
- Produtos de higiene pessoais
• Shampô e gel duche
• Escova e pasta de dentes
• Escova do cabelo
• Outros: Pensos higiénicos Ok Toalha de banho Ok
Pai:
- Máquina fotográfica e bateria
- Pastilhas elásticas
- Telemóvel e bateria
- Moedas para máquinas de vending
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