Agora percebo quando se diz que o nascimento de um filho é o momento mais importante da vida. Quando o João nasceu e chorou, eu chorei também, e já estava a chorar pela emoção antecipada de dali em diante ser mãe, para sempre.
O parto não foi nada como queria. Provocaram-me o parto mas não me deixaram mexer porque o CTG dava erros. Por isso, as contracções foram dolorosas e, quando chegou o anestesista, foi uma bênção. A médica, muito antipática, contrariando a sorte que tinha tido em todos os outros momentos médicos, optou pela cesariana e não pude, por isso, partilhar com os biliões de outras mulheres que já tiveram filhos de parto natural. Fiquei triste porque afinal de contas era um dos meus maiores desejos, ter um parto natural. Mas foi bonito na mesma. O anestesista e as enfermeiras foram muito simpáticos, mesmo às 6:00h da manhã, e quando o João chorou, e disseram depois o peso e o comprimento, só chorei de alegria e não conseguia suster as lágrimas. Quando o pai pôde finalmente vê-lo, soltou um som de alegria e emoção que nunca vou esquecer, e esse momento foi ainda mais feliz do que o do nascimento, um amor pleno.
Passada meia hora já estava a dar de mamar e depois ao longo dos dias de repouso no hospital aprendi com outra enfermeira as técnicas, truques e métodos para ultrapassar os primeiros tempos - difíceis - de amamentação. À noite, ficava a olhar para ele, lindo, mas mesmo lindo!
Estou feliz por me ter dedicado à gravidez, ter feito por que passasse esse período de forma calma, saudável, com energia.
Uma gravidez saudável é tão ou mais importante do que um parto natural.
Agora sou mãe, sou "crescida" e posso de novo brincar.